Após 15 anos fora das competições estaduais, Campos volta a ter uma equipe oficial de basquete. A retomada acontece por meio da peneira realizada pela ONG Nação Basquete de Rua (NBR), no último sábado (28), que definiu o elenco Sub-22 para disputar o Campeonato Carioca de 2026.
A última participação de uma equipe campista em torneios estaduais ocorreu em 2010, na categoria infantojuvenil Sub-17. Agora, a cidade volta ao cenário estadual com um grupo formado a partir de seletiva que reuniu mais de 40 atletas, entre 18 e 22 anos incompletos.
A avaliação foi realizada no Ginásio Municipal Waldir Pereira, na Fundação Municipal de Esportes, e contou com a presença de jovens de diferentes municípios, incluindo atletas com passagem pelo basquete profissional. Ao fim da peneira, 24 jogadores foram inicialmente selecionados para a primeira semana de treinamentos. Após esse período, 16 atletas irão compor oficialmente o grupo que representará a NBR na competição. Os treinos começaram nesta terça-feira (3).
Para o coordenador de esportes da NBR, Lucas Corsino, o momento simboliza a reconstrução da modalidade na cidade. “A retomada do basquete competitivo em Campos após 15 anos é a prova de que o esporte nunca morreu na cidade. Ver a NBR liderando esse momento é motivo de orgulho e esperança. Essa retomada simboliza resistência, reconstrução e futuro”.
Fundador da ONG, Lebron Victor destacou o significado da iniciativa no ano em que a instituição completa duas décadas de atuação. “Neste ano de 2026, em que a NBR completa 20 anos de existência, é muito simbólico poder contribuir para a retomada do basquete após mais de 15 anos. É um momento muito especial. Ver a Fundação Municipal de Esportes tomada por jovens que vieram de vários municípios, que já jogaram profissionalmente, e que estão aqui acreditando no nosso trabalho é muito significativo. Esperamos poder contribuir para que este também seja um espaço onde outros meninos e outras meninas possam estar no futuro”, disse.
Entre os participantes da seletiva está o atleta João Agostinho, que veio de Macaé para tentar uma vaga. “Jogo basquete desde os 10 anos de idade. Aos 14, comecei minha carreira profissional no Rio de Janeiro. Depois, me mudei para Santa Catarina, onde atuei no profissional até os 19 anos. Quis vir conhecer o projeto, achei muito bacana e estou me sentindo muito feliz por fazer parte dessa peneira.”