Série B1 começa neste sábado com tradição, curiosidades e duas vagas em jogo

Terceira divisão do Campeonato Carioca reúne 12 clubes, terá 11 rodadas na primeira fase e coloca frente a frente equipes tradicionais e novos projetos

Futebol 04 de setembro de 2026 às 14h35
Granger Ferreira / GFEsportes.com.br

A bola começa a rolar neste sábado (5) pela Série B1 do Campeonato Carioca de 2026. A terceira divisão estadual reúne 12 clubes na disputa pelo título e, principalmente, por duas vagas na Série A2 de 2027. A competição também reúne histórias curiosas, estádios tradicionais e jogadores conhecidos do futebol brasileiro.

A primeira fase será disputada em turno único, com 11 rodadas. Ao fim dessa etapa, os quatro melhores colocados avançam para as semifinais. Os confrontos serão entre primeiro e quarto colocados e segundo e terceiro. Os dois finalistas garantem o acesso à Série A2 de 2027. Já os dois últimos colocados serão rebaixados para a Série B2.

A rodada de abertura terá cinco partidas no sábado, todas às 14h45. O Goytacaz recebe o Macaé no Aryzão, em Campos dos Goytacazes. Também jogam Duque de Caxias e Nova Cidade, no Marrentão; São Cristóvão e Petrópolis FC, no Estádio Ronaldo Nazário; Campo Grande e Carapebus, no Ítalo Del Cima; e Niteroiense e Serrano, na Concha Acústica de Niterói. No domingo (6), Audax Rio e Artsul completam a primeira rodada.

Tradição e novos projetos

A Série B1 deste ano reúne clubes com trajetórias bastante diferentes. Entre os participantes estão equipes tradicionais do futebol do Rio, como Goytacaz, Macaé, São Cristóvão, Campo Grande e Duque de Caxias, ao lado de projetos que buscam espaço e crescimento no cenário estadual.

O Niteroiense, atual campeão da Série B2, chega à competição com nomes conhecidos do futebol profissional. Entre eles estão Chay, ex-Botafogo, e Sassá, que também passou pelo clube de General Severiano.

O Serrano, rebaixado da Série A2, conta com Caio Rangel, revelado pelo Flamengo, enquanto o Duque de Caxias tenta retornar rapidamente à segunda divisão depois do descenso.

O Artsul também aparece entre os candidatos a uma campanha de destaque. A equipe chega reforçada e conta com jogadores que tiveram participação importante na Série A2, como o atacante Rhyan, que foi um dos destaques ofensivos da competição.

Cinco campeões em cinco anos

A história recente da Série B1 mostra o equilíbrio da competição. Nos últimos cinco campeonatos concluídos, cinco clubes diferentes conquistaram o título.

O Serrano foi campeão em 2025, enquanto o São Gonçalo levantou a taça em 2024. Antes deles, o Duque de Caxias venceu em 2023, o CEAC/Araruama conquistou o título em 2022 e o Olaria foi campeão em 2021.

A sequência mostra como a competição tem sido marcada por alternância de forças e abre espaço para novos protagonistas a cada temporada.

Estádios que contam histórias

A disputa também passa por alguns dos estádios mais tradicionais do futebol fluminense. Um dos principais exemplos é o Estádio Ronaldo Nazário, em São Cristóvão. Inaugurado em 1916, o estádio da Rua Figueira de Melo tem mais de um século de história e está entre os palcos mais antigos ainda utilizados no futebol brasileiro.

Em Campos, o Aryzão, estádio do Goytacaz, também carrega uma longa trajetória. Inaugurado em 1938, o estádio será palco de um dos jogos mais aguardados da primeira rodada, entre Goytacaz e Macaé.

A presença desses estádios reforça uma das características da Série B1: a mistura entre a história centenária de clubes e praças esportivas e a tentativa de novas equipes de construir seu espaço no futebol profissional.

R$ 400 mil em premiação

Além do acesso, os clubes também disputam uma premiação total de R$ 400 mil. O campeão receberá R$ 200 mil, enquanto o vice-campeão ficará com R$ 100 mil. O terceiro colocado terá direito a R$ 60 mil e o quarto receberá R$ 40 mil.

A competição segue até o fim do segundo semestre e promete uma disputa equilibrada por posições no topo da tabela. Com apenas quatro vagas para as semifinais e duas para a Série A2, cada ponto conquistado na primeira fase poderá fazer diferença na reta final.

Para os clubes tradicionais, é a oportunidade de recuperar espaço no futebol estadual. Para os projetos mais recentes, o desafio é transformar investimento e planejamento em acesso. Em comum, todos começam neste sábado com o mesmo objetivo: terminar a temporada comemorando a subida para a segunda divisão.

Fonte: GF ESPORTE
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